O Dia Internacional dos Trabalhadores não é apenas um marco no calendário. É um momento para refletir sobre tudo o que já foi conquistado no mundo laboral — e, acima de tudo, para lembrar que a luta pelos direitos de quem trabalha continua, todos os dias.
Neste contexto, a ASSIFECO afirma-se como uma alternativa sindical moderna, sólida e em constante evolução.
Nos últimos anos, temos crescido de forma consistente e significativa. Isso não aconteceu por acaso: é fruto de um trabalho sério, de uma defesa firme dos direitos dos trabalhadores e de uma visão clara sobre o que deve ser o sindicalismo do presente e do futuro.
Hoje, a ASSIFECO é mais do que uma referência. É uma realidade que inspira confiança. Cada vez mais profissionais reconhecem na nossa forma de atuar um modelo eficaz, diferente, e alinhado com as suas necessidades reais.
A nossa ação é concreta: defendemos salários justos, promovemos a igualdade, asseguramos condições de trabalho dignas e protegemos quem produz, quem sustenta, quem faz o país andar.
Neste 1º de Maio, a mensagem que deixamos é simples e direta:
🔰 A ASSIFECO é o teu escudo. A tua voz. O teu sindicato.
Porque o trabalho merece respeito, o trabalhador merece dignidade — e o futuro só será justo se for construído com coragem, consistência e compromisso.
ASSIFECO. Presente todos os dias. Ao teu lado. Sempre.
A ASSIFECO – Associação Sindical dos Ferroviários e Conexos – enviou um ofício à Administração da CP - Comboios de Portugal, manifestando sérias preocupações sobre a decisão de iniciar o curso de formação de Operadores de Revisão e Venda (ORV) durante o período de verão.
De acordo com a análise da ASSIFECO, a realização do curso nesta altura não permitirá reforçar a operação nos meses de maior procura — pelo contrário, poderá agravar os problemas operacionais e comprometer a saúde e o bem-estar dos trabalhadores.
🔴 Formação sem impacto no verão
O curso e respetivo estágio terão a duração de cerca de dois meses e meio. Mesmo com o melhor dos cenários, os novos ORV apenas estarão aptos a trabalhar em meados ou finais de agosto, já depois do pico da procura associado ao verão e às férias escolares.
🟠 Férias obrigatórias atrasam a integração
Após a conclusão do curso, muitos trabalhadores terão de usufruir as férias acumuladas, o que adiará ainda mais a sua integração efetiva na operação.
🟡 Redução de recursos nas bilheteiras
A saída de trabalhadores para a formação, somada às férias e ao acompanhamento de comboios, resultará numa diminuição acentuada dos efetivos nas bilheteiras, aumentando a pressão sobre o atendimento ao público.
🔵 Impacto na saúde mental
A sobrecarga de trabalho, a exigência de turnos extraordinários e a falta de descanso colocarão em risco a saúde mental dos trabalhadores, agravando níveis de stress e desgaste profissional.
A ASSIFECO alerta que a decisão da Administração não irá resolver a carência de trabalhadores nos depósitos de revisão durante o verão. Pelo contrário, poderá provocar um colapso na capacidade de resposta ao cliente e prejudicar a imagem e a confiança na empresa, num dos períodos mais críticos do ano.
A ASSIFECO propôs, de forma construtiva, o recalendarizar do curso de ORV para um momento mais oportuno, salvaguardando:
Continuaremos a agir com responsabilidade, defendendo os interesses dos trabalhadores e contribuindo para soluções que garantam a excelência dos serviços ferroviários.
A decisão certa é pensar no futuro, sem sacrificar o presente.
Pela dignidade no trabalho. Pela qualidade no serviço.
Lisboa, 11 de Abril de 2025
As organizações sindicais acima referidas, reuniram para analisar o processo de negociação da CP e decidiram realizar formas de luta na primeira semana de maio a anunciar em breve, porque:
Estas organizações procurarão ampliar a unidade na acção e decidiram também enviar um documento ao Ministério das Infraestruturas, com a exigência da valorização dos salários e das carreiras profissionais, através da aplicação do relatório de reestruturação das tabelas salariais já negociado.
ASCEF * ASSIFECO * FENTCOP * FECTRANS/SNTSF * SINAFE * SINDEFER
SINFA * SINFB * SIOFA * SNAQ * STF * STMEFE
Numa reunião realizada hoje ao final da tarde, o presidente da administração da CP informou todas as organizações sindicais, de que, o governo não autorizou a administração a aplicar a última proposta que nos apresentaram.
Estamos perante um processo inédito, em que depois da administração nos apresentar no passado dia 24 um texto final de acordo, que estávamos dispostos a aceitar, vêm agora dar o dito, por não dito, e ficamos sem um acordo, que permitia dar um passo importante para a solução de um problema estrutural na CP, que é a sua incapacidade de fixar trabalhadores e recrutar novos, que sem este acordo se agrava, porque nos impuseram um aumento muito inferior ao Salário Mínimo Nacional.
Apresentaram-nos uma proposta de acordo para a qual não tinham aval do governo, pelo que poderemos questionar: que credibilidade é que terá qualquer negociação que façamos futuramente com esta administração? O presidente da administração informou que o governo recusou a proposta com o argumento de se encontrarem em gestão e não poderem autorizar as medidas previstas no acordo que se resumem a 3 temas:
O mesmo governo que diz não poder decidir porque está em gestão, foi o mesmo que, muito recentemente, veio anunciar o novo plano ferroviário, ou seja, está em gestão para umas coisas, mas noutras podem decidir sem problemas.
Não entendemos esta decisão, pois a CP não ia necessitar de um único cêntimo para cumprir com a proposta, a verba a utilizar seria do próprio orçamento, com recurso à utilização de rubricas que tinham capitação em excesso ou desnecessária para este ano.
O governo que anuncia que a CP tem lucro nos últimos anos, devido aos seus trabalhadores, é o mesmo que impede que os trabalhadores vejam reconhecido o seu esforço e dedicação.
Para os trabalhadores há sempre dificuldades em resolver os seus problemas e por isso, se haviam razões para lutarmos, ela agora ganhou nova razão tendo em conta que o acordado já o deixou de ser, por parte dos que têm responsabilidades na gestão da CP (Administração e Governo), apesar das organizações sindicais terem feito um esforço de entendimento.
Dia 7 e 8 de Maio os trabalhadores da CP, de todas as categorias profissionais, lutarão em defesa da sua dignidade, pela valorização dos seus salários e pela defesa do futuro da CP!
NA VIA DA LUTA, VALORIZAR OS SALÁRIOS!!
Na reunião de hoje com a administração da CP, a proposta que esta apresentou foi rejeitada por estas organizações, porque desvirtua o trabalho antes feito, que apontava para medidas extraordinárias para valorizar os salários na CP.
Foi o único tema abordado, porque também não apresentou qualquer alteração imposição de aumentos salariais que fez, conforme as organizações sindicais reivindicam. A proposta apresentada, vai no sentido de se alterar as conclusões das medidas do relatório acordado entre a administração e todas as organizações sindicais e o seu conteúdo é:
O que a administração propõe é que se faça uma inversão de marcha no sentido com que foi elaborado o relatório que as partes entregaram ao Governo.
A CP tem um problema estrutural que é a incapacidade de manter os atuais trabalhadores e recrutar novos trabalhadores e a solução passa por medidas extraordinárias para valorização dos salários, como aconteceu noutros sectores de atividades.
O que a administração agora propõe é a redução quatro vezes inferior às soluções que acordou com os Sindicatos, como o necessário para resolver um problema estrutural, que se não tiver resolução põe em causa o futuro da CP.
Mantendo toda a disponibilidade para negociar, mas com o espírito e conteúdo do relatório apresentado ao governo, estas organizações mantêm a greve de 7 e 8 de Maio, apelando ao reforço da unidade em defesa da valorização dos salários de todos e pelo futuro da CP.
Vamos lutar para valorizar os salários, através da reestruturação das tabelas salariais, tendo por base o distanciamento relativamente ao salário mínimo nacional.
INVERSÃO DE MARCHA, NÃO!
TODOS NA MESMA LINHA!
NA VIA DA LUTA
VALORIZAR OS SALÁRIOS!!
ASCEF * ASSIFECO * FENTCOP * FECTRANS/SNTSF * SINAFE * SINDEFER * SINFA * SINFB * SIOFA * SNAQ * STF * STMEFE
No dia 9 de Abril, teve lugar uma reunião com a Administração da CP que, embora anunciada como um momento de diálogo, rapidamente se revelou uma mera formalidade, sem qualquer espaço para negociação real.
Logo a abrir, a Administração informou que optou por avançar de forma unilateral com uma medida de gestão que nos foi apresentada anteriormente, impondo a sua decisão sem margem para debate.
O que vai ser aplicado já este mês, com efeitos retroativos a janeiro, é o seguinte:
A empresa tenta justificar esta opção como sendo “a melhor solução” para os trabalhadores. No entanto, sabemos que o verdadeiro interesse dos trabalhadores passa por medidas que reflitam a importância e exigência das suas funções — o que esta proposta, claramente, não contempla.
Mais preocupante ainda é o aprofundamento da aproximação ao Salário Mínimo Nacional, que não só desvaloriza as carreiras na CP como agrava a já evidente dificuldade em atrair e manter profissionais qualificados na empresa.
Foi também mencionado que o relatório conjunto — elaborado entre os sindicatos e a empresa e que reivindica ao Governo um conjunto de medidas excecionais, como:
— já foi remetido ao Ministério da Tutela. Aguarda-se, agora, um posicionamento do Governo.
Importa frisar que todas as estruturas sindicais presentes rejeitaram de forma clara esta postura autoritária da Administração, que não honra o espírito nem os princípios da negociação coletiva.
A ASSIFECO não abdica da valorização dos seus representados. Estaremos ao lado dos trabalhadores para refletir, decidir e construir, em conjunto, as ações necessárias para que a nossa voz seja ouvida e respeitada.
Seguiremos juntos, com determinação, na defesa dos direitos e da dignidade profissional.
A Direção da ASSIFECO
Pelo respeito. Pela valorização. Pela justiça salarial.